sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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Dançar Pode Causar Lesões? - Ortopedia Esportiva - Ortopimenta

Esforço e disciplina são a base para qualquer dançarino. Repetições de movimentos e a execução de forma inadequada, sem acompanhamento profissional, podem acarretar em sérios problemas de saúde.

Quais são as principais lesões?
Conseguimos, após estudos e pesquisas, identificar seis problemas que ocorrem com mais frequência. São elas: entorses de tornozelo, joanetes dolorosos, dor da parte da frente –durante grand pliés- ou de trás do tornozelo – durante a ponta e meia ponta -, tendinites, fraturas por estresse e traumas.

Como o dançarino pode sofrer essas lesões?
Os excessos de ensaios são os mais comuns, afinal para chegar à perfeição é necessário fazer movimentos repetitivos por diversos dias, meses, anos. Outro fator são condições físicas predisponentes, por exemplo os pés chatos e frouxidão ligamentar. Além das tendências familiares (hereditária) e até mesmo o uso das sapatilhas de ponta, usadas no Ballet.

Como prevenir?
Todo atleta precisa ter acompanhamento médico para orientações gerais. É importante ficar atento aos sintomas e dores para que se possa iniciar a fisioterapia e cuidados precoces, assim evitando a evolução dos problemas.

Quais os tratamentos específicos?
Depende da lesão, mas cada uma exige um método diferente de tratamento.
• Entorses do tornozelo e tendinites: é necessário realizar fisioterapia. Caso as entorses ou tendinites sejam recorrentes, é preciso optar pelo procedimento cirúrgico;
• Os joanetes das bailarinas: diferentemente de como tratamos indivíduos que não são bailarinos, neste grupo de atletas o correto é optar pelo tratamento não cirúrgico. Hoje em dia, com novas técnicas, os resultados da correção cirúrgica são excelentes do ponto de vista de dor e estético. Porém, nota-se com frequência certa perda de mobilidade da articulação do dedo, o que, no caso de um bailarino, poderia prejudicar gravemente sua habilidade de subir nas pontas do pés, e inviabilizaria realização de giros no próprio eixo.
• Dores na parte anterior e posterior dos tornozelos: iniciamos sempre com o tratamento não cirúrgico, com fisioterapia. No caso de falha desse programa, e ainda na presença de pequenos ossos ao redor do tornozelo, optamos por cirurgias com técnica totalmente artroscópica, que consiste em um tratamento realizado de forma minimamente invasiva, com recuperação rápida e menores índices de dor.
• Fraturas por estresse e traumas: dependerá da fratura. Às vezes, suspender ensaios por algum tempo e fisioterapia já é suficiente, em outros casos só tratamentos cirúrgicos.

Qual o tempo de recuperação?
Também dependerá da lesão. Lesões de tratamento conservador, procedimento relativamente simples, como as entorses leves, necessitam de aproximadamente 4 semanas de recuperação. Já as fraturas por estresse podem levar até 6 meses para curar totalmente.

 

Fonte: Gazeta Esportiva